Há uma forma de indignação política que já não procura defender a dignidade humana, mas apenas confirmar a própria ideologia. É uma indignação que vê com clareza absoluta os crimes de uns, mas torna-se estranhamente muda diante dos crimes de outros. É por isso que me causa perplexidade ouvir certos setores políticos exigirem que Portugal corte relações com Israel, apresentado como “Estado genocida”, enquanto mantêm um silêncio quase absoluto sobre regimes onde a repressão, a tortura, a perseguição religiosa, a violência contra mulheres, a censura e a eliminação da oposição são práticas estruturais.
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