Não cresci num ambiente de catequese ou missas dominicais. Na verdade, passei boa parte da minha infância e adolescência olhando a religião à distância, como algo alheio à minha geração. Contudo, percebo hoje uma sede espiritual inesperada entre muitos de nós nós que não tivemos educação cristã. Há uma busca de sentido, um anseio por algo maior que o material. E esse movimento interior faz com que até aqueles que andaram longe da fé reparem com curiosidade – e esperança – na eleição de um novo Papa.
17/05/25
09/05/25
Obrigado, Papa Francisco
1️⃣ Já se passaram alguns dias desde o regresso do Papa Francisco à Casa do Pai. Penso que todos acreditamos que a morte de um Papa marca um momento profundo na vida da Igreja. Naturalmente, somos invadidos - estranho seria se assim não fosse - por sentimentos de tristeza e gratidão: tristeza pela perda de um homem que procurou, ao seu jeito, com simplicidade e coragem ser sinal do amor de Cristo por todos; gratidão porque, apesar das suas fragilidades e limites, Francisco serviu a Igreja com a generosidade de quem se sabe servo e não senhor. Fê-lo de um modo que qualifico de “coerente”, porque independentemente da sua visão de Igreja, era um homem de oração, que amou Cristo e O quis apresentar a todos, servindo-O nos mais frágeis.
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